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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Abaixo Ao Comodismo!

Dizem que conselho só se dá a quem se pede, mas se você está acessando por vontade própria um espaço no qual eu sou escritor, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar algumas dicas triviais àqueles que buscam uma vida plena. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, a seguir vão alguns, que julgo valiosos.
Mude. Mas comece devagar, porque a direção é mais importante do que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente pelo campo e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda (ou a direita, caso você seja gauche). Durma do outro lado da cama. Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de televisão, compre outros jornais, leia outros livros. Leia muito e leia tudo. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade e ame novamente. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente. Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Busque novos amigos. Viva novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental. Tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de mochila, de carteira, de mala, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias. Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Transforme-se. Seja volúvel. Seja aberto a novas experiências, novas idéias. Não existe uma verdade absoluta e a concepção de certo ou errado é apenas questão de opinião. Fazendo o bem a si e não invadindo o espaço alheio, as possibilidades de errar serão diminutas. Nada está predefinido em sua vida e você terá sempre a liberdade de escolher o que deseja. Lembre-se que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais leve, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Não paute a sua vida, nem a sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer sempre o melhor em casa, no trabalho, na escola, na vida. Seja fascinado pela mudança e pela realização, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só no dinheiro, geralmente, não o alcança, porque é incapaz de sonhar. Pense em grupo, pense na sua comunidade, pense em todos, pois visar o bem comum será sempre a melhor maneira de pensar em si.
Liberte-se. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Se você não tiver voz, grite. Se você não tiver pernas, corra. Se você não tiver esperança, crie-a. Supere-se sempre. Seja criativo. Exponha suas emoções aos outros. Não tenha medo de mostrar o que você pensa e o que você sente, pois amigos de verdade estarão eternamente do seu lado, concordando ou não com sua atitude e sua opinião. Ame seus pais, eles são seus melhores amigos. Vista roupas novas, vista-se bem. Não se vista caso ache melhor. Gaste um pouco mais do seu dinheiro visando o seu prazer. Não seja sovina e também não seja leviano quando se referir ao dinheiro. Aprecie a beleza das ensolaradas tardes dominicais de folga, mas saiba curtir o momento caso apareça uma segunda-feira chuvosa pela frente. Aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas. Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia, as vibrações.
Carpe Diem! Como diziam os sábios filósofos latinos, Colha o Dia! Aproveite o momento atual despretensiosamente, não remoa o passado e não planeje o futuro. Ambas atitudes são desnecessárias, pois fogem a seu alcance. Apenas, mude sempre, mude mais vezes e mude quando achar necessário. Pois, só o que está morto não muda!

(Obra adaptada do poema "Mude"autoria de Edson Marques, escritor e poeta brasileiro formado em Filosofia pela USP.)
Pedro Henrique Santiago Lima & Júlia Anastácia da Trindade
Descoberto, 22 de julho de 2010.

sábado, 12 de setembro de 2009

Páginas Da Vida


Àquele que nesse instante me lê,
"Lucília Maria Furtado Leiva, advogada por vocação, dona de casa por profissão. 57 primaveras, 4 filhos e, no último mês, completou suas Bodas de Pérolas. Não fez balé quando menina, teve peste na adolescência e só aprendeu a gostar de desenhos animados depois dos 30, junto com seu filho mais novo, pois na casa de seus pais televisão era exclusividade dos adultos. Singular por Lucília, mas pluralizada por Maria, trazendo, no nome e na vida, o estigma da Virgem Abençoada".
Em poucos termos, relato o que daria para preencher toda uma biografia, em longuíssimos 7 volumes. Não que eu seja imediatista, mas em meu ramo de trabalho, a única coisa que me enoja é a fugacidade da vida humana. Observar as pessoas se prendem às mundanidades, num ato de hedonismo exacerbado, mesmo sabendo-se que logo estarão em outro plano, me preserva em sanidade. Todavia, quando uma jornada me surpreende ou um momento se mostra digno, vale a pena contá-los, para que esses sejam preservados na memória da posteridade. Em toda sua vida mediana e religiosa, o instante que verdadeiramente merece atenção e prolongada pausa para uma narrativa em detalhes, fora a data em que Lucília conheceu o pai de seus filhos e, tomando as rédeas de uma possível futura relação, fez sua primeira e única declaração de amor.
Tudo começou há 40 anos, quando Lucília e algumas amigas estavam num baile dançante. Todas solteiras, algumas feministas sem sutiã e, certamente, a maioria louca por conhecer seu príncipe encantado, o qual poderia entrar pela porta do salão a qualquer momento, vestindo capote de couro e óculos escuros. Em um grupo tão homogêneo, ela era apenas mais uma adolescente que não sabia nada sobre as travessuras do amor, pois vinha de uma família carola e de costumes tradicionais. Sua mãe não tratava sobre assuntos do coração e seu pai pensava que suas filhas só teriam contato amoroso com um homem depois do casamento. Grande engano... Suas irmãs mais velhas, quando interpeladas, corriam a fazer o sinal da cruz e se afastavam, indo denunciá-la tanto ao Pai quanto ao pai. Nesses instantes, se a punição divina não aparecia, as palmadas paternas eram certas, para regozijo das irmãs.
Apesar da vigilância acirrada, Lucília já havia faz tempo descoberto às ocultas o pouco que lhe fora necessário na hora de se aproximar do futuro marido. Quando alguns rapazes em grupo estacionaram suas lambretas e entraram no baile, todas emudeceram, sem exceções. Lucília, com seus olhos de lobo sobre um rebanho de cordeiros, observava-os, coração acelerado, boca salivante, pensamentos libidinosos. Dizer que foi amor à primeira vista talvez seja clichê, mas foi a realidade. Todas cochichavam nervosamente e ela apenas analisava em silêncio os garotos, corpo vibrando na batida da música. Mesmo sem as dicas maternas, Lucília sabia que o homem o qual ansiava ter a seu lado até o resto de seus dias estava entremeado naquele grupo tão distinto. E não se enganou! De toda a turma, não desejou o mais belo nem o que dançava melhor... Optou por aquele mais discreto, que se esquivava pelos cantos e fez seu coração bater mais forte.
De um lado do salão, as garotas murmuravam e apenas esperavam que os meninos viessem buscá-las para dançar. Do outro lado, os rapazes bebiam, cantavam, riam muito e falavam alto, transmitindo uma falsa impressão de espontaneidade, como se eles realmente dominassem a situação, mas no fundo não passavam de garotos inexperientes. Foi nesse momento que Lucília quebrou toda a sincronia da cena e, transgredindo as regras, atravessou o salão. Enquanto todas esperavam, ela agia, valendo-se da timidez das demais. Foi diretamente a seu alvo e, com os olhos fixos, chamou-o para dançar. Parecia ser confiante, mas na verdade tremia por dentro. Entraram na pista e, ao som do piano, dançaram. Conversaram sobre tudo e, ao mesmo tempo, sobre nada, pois Lucília simplesmente regurgitava as palavras, sem prestar muita atenção ao que dizia. Sua mente estava numa viagem acelerada, aproveitando a sensação de estar pela primeira vez nos braços de um homem. Até o momento em que ele cheirou seu pescoço e ela estremeceu. Seu perfume foi a peça-chave naquela noite e nas que prosseguiram. Dançaram por mais um tempo, mais casais começaram a entrar na pista e a festa continuou. Quando seus pés já não aguentavam o salto, foram se assentar em uma das mesas. Agora sim conversavam...
Para Lucília, o sorriso dele era incrível, seu cabelo tinha um brilho natural perfeito e o sotaque de mineiro originalmente romântico. Cada detalhe dele que percebia e sentia fazia seu coração palpitar. As horas corriam e os sinos tocaram na torre da igreja, indicando a chegada de um novo dia. Estava na hora de ir embora e ele a acompanhou até em casa, juntamente às irmãs. No portão, veio o primeiro beijo, imortalizando o momento. O gosto dos lábios se tocando e o cheiro que pairava no ar lhe voltavam à mente sempre que Lucília revivia a cena. Tal beijo lhe rendeu um mês inteiro de castigo, mas a relação já estava selada e o prazer valeu por todas as penas posteriores. Na semana seguinte, chega um cartão. Surpreendentemente, acobertada pelas irmãs, o casal se encontrou algumas outras vezes sem que os pais descobrissem. As correspondências secretas continuaram a bate na porta por um longo período. Ao final de todos os cartões, sempre a mesma frase.
"Sinto saudades do gosto de seu beijo e de seu perfume estonteante"...
Certo dia, depois de um longo romance às escondidas, Lucília percebeu estar grávida. O chão sumiu sob seus pés! A tentativa de esconder o bebê tornou-se frustrada em poucas semanas, logo quando o ventre começou a crescer. A verdade chega como um vendaval aos ouvidos do pai, o qual não havia planejado tal futuro. A menina que ele tencionava ser uma freira, tornar-se-ia emancipada, com uma criança de colo, maculando o sobrenome da família. Fora expulsa imediatamente de casa, mas o amor de seu futuro marido superou as expectativas. Ele, que tinha uma carreira brilhante pela frente na empresa do pai, largou o emprego para constituir sua nova família, com a esposa e a filha que chegaria. O destino de um, seria o destino de todos.
Inicialmente, os sogros, sempre ternos e prestativos, acolheram a nora e o bebê em sua própria casa, onde moravam com o filho. Após o parto, o casal oficializou a relação perante a Igreja e a família Furtado Leiva passou a encarar a sina de sua filha fora do convento com outros olhos. Aos poucos construíram sua própria casa, deixando o velho e acolhedor leito maternal. Mais alguns anos, o senhor Furtado completou sua jornada, durante uma indizível noite de bons sonhos. Eu particularmente também preferiria morrer assim, pleno e plácido, mas infelizmente meu ramo de trabalho me impede. A progenitora do casal cresceu, deu seus primeiros passos e recebeu novos irmãos. Mais uma família consolidada. Enquanto Lucília cuidava da casa e da filha, seu marido retomou o posto na empresa. Não tardou, suas irmãs também se casaram e os sobrinhos vieram aos montes. A felicidade parece finalmente ter batido em sua porta, mas para Lucília, o tempo não pára! Hoje tenho com ela um encontro sem convites prévios.


Aquela que nesse instante se despede, A Ceifadora.


Pedro Henrique Santiago Lima
Descoberto, 17 de maio de 2009

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Chega De Saudade


É com grande fervor e convicção que minha avó, assim como a maioria das avós, exclama: “Quando eu era jovem isso não acontecia!”, ou, “Na minha época isso era inadmissível!”, e ainda, de forma verdadeiramente acaciana, “Os tempos mudaram, pois nada mais é como antes...”. Frases que denigrem a imagem da atualidade sempre são proferidas ferinamente pela boca de idosos. Entretanto, é cada vez mais frequente ouvir tais ultrajes sendo ditos por pais, tios e até alguns irmãos primogênitos. Pessoas nem tão velhas, mas que, num espírito nostálgico, não se contentando em relembrar os velhos tempos, insultam de todas as formas a nossa geração e essa década que nós, jovens, estamos construindo.
Contudo, uma onda que já existia há alguns anos tomou impulso e começa a destacar-se de forma estrondosa. Consiste em uma vertente saudosa que, num ato impetuoso, já não se preocupa apenas em maldizer a contemporaneidade, mas sim em agir, numa frente de busca incessante por transformar o hoje em ontem.
Tornou-se habitual a aparição nas livrarias de exemplares em honra ao passado. Primeiro vieram os tão aclamados “Almanaque Anos 70” e “Almanaque Anos 80”. Mas a indústria seguiu explorando o filão: já estão nas prateleiras almanaques dedicados ao Fusca, à Jovem Guarda, aos anos 50 e, para assombro de alguns, aos recentíssimos anos 90 também. Livros semelhantes surgem repentinamente, em questão de dias. Existe até almanaque em homenagem aos produtos que já não se vendem mais, como a intragável Emulsão de Scott, odiada pelas crianças de outrora. A nostalgia tornou-se uma indústria e não se limita aos livros. Várias bandas têm ressurgido das cinzas para lucrar com os saudosos. Há festa e shows promovendo o revival dos anos 80, 70, 60 e, é claro que, para ir a um desses eventos, o nostálgico consumidor precisa vestir-se como manda o figurino, desenterrando hediondas ombreiras, calças bocas de sino ou, ainda, polícromas sandálias plataforma. Tudo com os floreios e a extravagância de cada época.
O saudosismo parece ser um sentimento proeminente nesses tempos velozes em que o mundo foi da Guerra Fria à globalização e em que a tecnologia evoluiu da máquina de escrever ao notebook, ou melhor, ao palmtop. Com um processo evolutivo tão rápido, quem tem mais de 30 anos pode ser acometido pela sensação de que sua infância ocorreu em alguma civilização ancestral, entre sumérios ou hititas. É daí que nascem os cultores do retrô, a turma que decora a casa com telefones antigos e usa seus computadores de último tipo para jogar Spacer InvadersTétris ou Pacman. Ao lado do pessoal retrô que, ironicamente, se considera muito moderno, há o nostálgico mais tradicional. Em sua idealização do passado, esse utópico esquece que a catástrofe contemporânea não é muito maior que a tragédia de 20 anos atrás.
Só para se ter uma ideia de como era a calamidade desse passado tão revivido por alguns, deve-se mencionar que, foram nos anos 60 quando se instaurou a ditadura militar brasileira e a Revolução Cultural chinesa. Foram tempos hostis, onde se passaram a Guerra do Vietnã e a construção do Muro de Berlim, símbolos do autoritarismo comunista. Essa foi também a década dos hippies e sua pisada ideologia de “Paz e amor!”. Precisa dizer mais?...
Nos anos 70, para se conseguir um telefone (fixo, é claro) o brasileiro aguardava anos até a disponibilidade de uma linha. A Revolução Islâmica foi o marco da ascensão fundamentalista na arena 
internacional, fato que ainda dá dor de cabeça a muitos povos, principalmente, aos norte-americanos. Das calças pantalonas aos ternos com lapela hipertrofiada e gravatas largas, a moda da década foi a mais estrambóticamulticolorida e feia de toda a história.
aids fez história nos anos 80, quando foi descoberta. Nessa época o dinheiro brasileiro não valia nada e a moeda nacional já havia mudado diversas vezes. Xuxa engrenou sua carreira de ídolo infantil, abrindo as portas para várias outras apresentadoras loiras com trilha sonora esganiçada e que macaqueiam voz de nenê. Felizmente, fora a própria Xuxa, que ainda está no ar com seu programa infanto-irritante, nenhuma das outras apresentadoras continua nessa carreira. Com suas ombreiras, tecidos colantes e polainas, a moda dessa década teria sido a pior da história, se antes não tivesse havido os anos 70.
A memória é que 
edulcora os fatos, a ponto de o sujeito achar que até o ar era mais puro no tempo em que seus pais empesteavam a casa com inseticida Flit, outro dos produtos do qual muitos também devem sentir saudade... Esse passadismo militante tem raízes profundas no sentimentalismo lusitano. Hoje, como na há mais um Camões para cantar o império que se foi em versos heróicos ou um Casimiro de Abreu para chorar a infância perdida, cabe a alguns escritores oportunistas manterem a tocha da saudade acesa, através de suas obras maçantes.
Os almanaques com suas abrangentes 
coleções e sem critério de bobagens das décadas passadas são produtos feitos sob medida para a turma retrô. Todavia, a nostalgia não serve ao entendimento histórico. É, afinal, um sentimento conservador, incapaz de lançar uma luz original sobre o passado. Dizem que “a dignidade da moda está em seu caráter efêmero. Tal ditado serve perfeitamente para caracterizar a presente onda nostálgica. Ao recuperarmos baboseiras pop como as minigarrafas de Coca-Cola, bonecas das eternas Moranguinho e Hello Kitty, sem falar das liliputianas fofoletes, dos personagens da Vila Sésamo e do imortalizado Fofão, além de almanaques e outros produtos do gênero, que fazem mais sucesso entre adultos do que entre crianças, roubamos a dignidade da moda passada e a inteligência da época atual.
O melhor e mais prudente seria que deixassem-nos viver nossa década à nossa moda, ou daqui a 10 anos, quando um escritor oportunista lançar o
“Almanaque 00”, talvez só reste concluir que a presente década foi perdida em revivals.


Pedro Henrique Santiago Lima
Descoberto, 15 de março de 2007.